Use um divisor de aluguel para colegas para calcular aluguel e utilidades com totais claros, lidar com quartos desiguais e evitar erros que geram disputas.

Dividir o aluguel parece simples até a vida real aparecer. Uma pessoa tem o quarto maior, outra trabalha à noite e quase não usa a sala, e alguém cobre a internet "só este mês". Algumas semanas depois, ninguém lembra o acordo exato e pequenas lacunas viram ressentimento.
A maioria das configurações de colegas enfrenta os mesmos pontos de atrito: os quartos não são iguais (tamanho, banheiro privativo, melhor iluminação, lado mais silencioso), as utilidades mudam mês a mês (aquecimento no inverno, ar-condicionado no verão, picos na conta de água) e itens compartilhados se acumulam silenciosamente (papel higiênico, produtos de limpeza, detergente, sacos de lixo). Fica confuso também quando os pagamentos acontecem em lugares diferentes. Uma pessoa paga o aluguel, outra paga a luz, uma terceira paga a Wi‑Fi. Depois, diferenças de prazo adicionam pressão (datas de pagamento, viagem, "eu te pago na próxima semana").
Acordos verbais falham porque dependem da memória e do humor. O primeiro mês parece bem porque todo mundo é educado. No terceiro mês, estimativas grosseiras começam a parecer injustas, especialmente se alguém está sempre adiantando dinheiro ou enviando lembretes. Mesmo bons amigos ficam tensos quando os números são vagos.
"Totais claros" é a solução, e significa mais do que um número final. Todo mês, cada pessoa deve ver a sua parte do aluguel, a parte das utilidades e compras compartilhadas, o que já pagou e o valor exato que deve (e para quem). Quando isso está escrito, a conversa fica baseada em fatos, não em sentimentos.
Consistência evita lembretes incômodos. Se os mesmos passos acontecerem no mesmo dia todo mês, as pessoas param de discutir prazos e focam em pagar. Por exemplo: contas fecham no dia 28, os totais são enviados no dia 1 e os pagamentos vencem dia 3. Sem suposições, sem cobranças.
Um divisor de aluguel só parece justo quando todos veem os mesmos dados. Se os números estiverem incompletos, as pessoas discutem suposições em vez dos totais.
Comece pelos básicos: o valor mensal do aluguel e a data de vencimento. A data importa porque define a janela mensal. Uma conta paga no dia 28 vs no dia 2 pode cair no mês errado se você não definir o limite.
Em seguida, rastreie quem é responsável vs quem se beneficia. O contrato pode listar duas pessoas, mas três podem estar morando lá, ou alguém pode estar sublocando por um mês. Mantenha as duas visões: "no contrato" (quem é legalmente responsável) e "mora aqui este mês" (quem deve compartilhar o custo).
As utilidades precisam de um mini registro próprio. Liste cada conta e com que frequência aparece. Eletricidade pode ser mensal, água a cada dois meses e internet fixa. Quando você captura a frequência de cobrança, evita meses de acerto que parecem que alguém "de repente" deve mais.
Inclua também cobranças irregulares que são fáceis de esquecer até virarem briga. Depósitos, taxas de mudança, multas por atraso, troca de chave ou um encanador pontual devem ser registrados com data, uma nota curta e quem aprovou.
No mínimo, rastreie:
O fluxo de pagamento é a peça final. Se um colega paga o proprietário e todas as utilidades, seus totais devem mostrar quem deve a essa pessoa. Se cada um paga separadamente, o registro deve mostrar "pago" vs "ainda devido" para que ninguém envie pagamentos duplicados.
Exemplo: Alex paga aluguel e internet com um cartão, enquanto Bea paga a luz quando chega. Mesmo com regras perfeitas, é preciso rastrear quem pagou, ou você calculará as partes corretas e mandará o dinheiro para a pessoa errada.
Um divisor de aluguel só funciona se a regra parecer justa antes de alguém ver os totais. Se você escolher a regra depois dos números estarem na mesa, pode parecer que alguém quer ganhar na matemática.
Comece com uma pergunta: vocês estão pagando pelo espaço individual ou pelo funcionamento do lar como um time? Diferentes grupos respondem de forma diferente, e tudo bem, desde que todos concordem.
Regras comuns que costumam manter a paz:
Um exemplo rápido: se o aluguel é $2.400 e um quarto é bem maior, você pode definir $700 de base para cada pessoa ($2.100 no total) e adicionar $300 ao quarto maior. As utilidades continuam divididas em três.
Antes de calcular, escreva a regra em inglês simples (ou em português claro) para dificultar mal-entendidos. Inclua o que conta como aluguel vs utilidades (e o que está excluído), como lidar com itens compartilhados, quando os pagamentos vencem e como confirmar que foram feitos, e o que acontece se alguém atrasar ou não puder pagar naquele mês.
Comece escrevendo quem está no contrato (ou concordou em pagar), além da data exata de mudança de cada pessoa. Datas importam quando alguém entrou no meio do mês, saiu cedo ou trocou de quarto. Mantenha simples: uma linha por colega com nome, data de entrada e data de saída (se houver).
Depois, concordem com o método de divisão antes de tocar nos números. Para um divisor de aluguel, a matemática é fácil quando a regra está travada. Se dividirem igualmente, cada pessoa fica com a mesma porcentagem. Se os quartos têm tamanhos diferentes, escrevam as porcentagens claramente (e verifiquem se somam 100%). Coloquem esse acordo em suas notas compartilhadas para não reabrir a questão todo mês.
Colete os dados do mês em um só lugar:
Agora decida como cada utilidade será dividida. Algumas contas são mais fáceis de dividir igualmente (internet). Outras podem ser por uso se houver uma razão forte e uma maneira clara de medir (por exemplo, alguém usa ar‑condicionado o dia inteiro e todos concordam em pagar uma parte maior). Se não for possível medir de forma justa, dividir igualmente costuma gerar menos discussão.
Em seguida, adicione créditos. Um crédito é um valor que alguém deve receber de volta porque pagou mais do que sua parte. Exemplo: Sam pagou a internet de $90, então Sam recebe um crédito de $90 que compensa o que Sam deve de aluguel e outras contas.
Por fim, produza os totais e deixe óbvio quem deve a quem:
No momento em que alguém entra no dia 10 ou sai no dia 22, "dividir em três" para por a sensação de injustiça. Um bom divisor deve lidar com essas mudanças sem transformar todo mês em debate.
Um padrão limpo é prorratar pelos dias que cada pessoa morou naquele mês.
Exemplo: aluguel de $3.000 em um mês de 30 dias. A diária é $3.000 / 30 = $100 por dia. Se Sam saiu após o dia 18, Sam paga 18 x $100 = $1.800, e os $1.200 restantes são divididos entre os colegas que ficaram o mês inteiro (ou prorrateados pelos dias deles se também houve mudanças).
Para manter consistência, concordem em algumas regras pequenas:
Se um substituto chega no meio do mês, trate como um novo início: ele paga a partir da data de entrada, e o que saiu paga até a data de saída. Não duplique cobranças em sobreposição. O objetivo é que o total do mês ainda some o aluguel inteiro.
Para hóspedes temporários, a abordagem mais simples é: ignore estadias curtas, cobre estadias longas. Uma boa regra no acordo é "Se um hóspede fica mais de X noites no mês, ele contribui $Y para as utilidades." Escolham números que pareçam normais para o lugar.
Por fim, mantenham um campo de notas para exceções. Escrevam coisas como "Alex cobriu a internet inteira este mês" ou "Jordan pagou $200 a mais pela troca de chave." Notas claras evitam que o mesmo argumento volte no mês seguinte.
O aluguel costuma ser a parte fácil. As brigas começam com contas que mudam, cobranças pontuais e a pergunta de quem adiantou o dinheiro.
Comece separando cada cobrança em duas caixas: fixa e variável. Contas fixas permanecem parecidas quase todo mês, como internet ou taxa de lixo do prédio. Contas variáveis oscilam, como eletricidade, gás e água. Tratem de forma diferente para que os totais pareçam consistentes.
Para contas variáveis, escolham uma regra e mantenham durante o mês. Opções que funcionam bem são divisão igual, uma estimativa de uso que todos aceitem (como uma porcentagem fixa) ou um teto (cada pessoa paga até um certo valor e o que passar é dividido de outra forma).
Depósitos e reembolsos precisam de um mini‑registro próprio. Depósitos de segurança, cauções e taxas de mudança devem ser rastreados por quem pagou, não apenas por quem mora lá agora. Concordem de antemão como os reembolsos retornarão: nas mesmas proporções do pagamento original ou creditados contra o último mês. Coloquem essa regra por escrito enquanto todos estão de bom humor.
Para evitar discussões de centavos, definam regras de arredondamento. Uma abordagem simples é arredondar ao dólar mais próximo por pessoa e ajustar o total da última pessoa para fechar o valor. Se preferirem precisão, arredondem aos centavos, mas garantindo que a soma seja igual à conta.
Um pequeno buffer mensal também reduz estresse. Exemplo: concordem em adicionar $10 por pessoa durante o verão para cobrir eletricidade mais alta. Se a conta ficar baixa, o extra vira crédito no mês seguinte.
Se estiverem usando um divisor de aluguel, o resumo mensal é mais confiável quando mostra nome da conta, data e valor total, quem pagou (e quando), a regra de divisão usada e a parte de cada pessoa com saldo corrido.
Aqui vai um exemplo simples com quartos desiguais e algumas contas compartilhadas.
Três colegas moram juntos: Alex tem o quarto grande, Bea e Chris têm quartos menores.
Eles concordam em dividir o aluguel pelo tamanho do quarto: o quarto grande paga 50% do aluguel e cada quarto pequeno paga 25%. As utilidades são divididas igualmente porque todos usam.
Aluguel: $2,400
Utilidades:
| Conta | Valor | Pago por |
|---|---|---|
| Eletricidade | $120 | Chris |
| Gás | $60 | Alex |
| Água | $45 | Alex |
| Internet | $75 | Bea |
| Total utilidades | $300 |
Custo mensal total = $2,400 + $300 = $2,700.
Divisão do aluguel por tamanho do quarto:
Utilidades divididas igualmente: $300 / 3 = $100 cada.
Total de cada pessoa no mês:
Agora compare com o que realmente foi pago:
A parte justa de Alex é $1,300, mas Alex pagou $2,505, então Alex pagou a mais por $1,205. Bea pagou a menos por $625 ($700 - $75). Chris pagou a menos por $580 ($700 - $120).
Resumo de quem deve a quem:
Esse é o resultado que você quer todo mês: totais claros e uma lista curta de pagamentos que resolve tudo.
A maioria das brigas por dinheiro entre colegas não é sobre os totais. Acontece quando as pessoas se sentem surpreendidas, pressionadas ou tratadas de forma injusta. Um divisor de aluguel só funciona se todos confiarem nos dados e na regra.
Um problema comum é esquecer cobranças únicas até a última hora. Pense em taxas de mudança do prédio, troca de chave, um encanador ou multa por atraso porque alguém perdeu a data. Se essas aparecem no grupo no dia do vencimento, parecem uma conta surpresa, mesmo sendo legítimas.
Outro ponto sensível é mudar a regra de divisão depois que as contas chegam. Se concordaram em dividir utilidades igualmente, não mudem para "por quarto" no meio do mês porque alguém usou mais o aquecedor. Decidam a regra primeiro, escrevam e mantenham para aquele mês.
Erros que costumam gerar conflito rapidamente:
Complicar demais a matemática também pode falhar. Uma fórmula perfeita importa menos que um método simples que todos entendam. Se precisar de uma planilha longa com exceções, alguém vai parar de checar e a confiança cai.
Um exemplo simples: Jamie paga a eletricidade, Priya compra produtos de limpeza e Alex paga a internet. No fim do mês, ninguém lembra os valores exatos e os recibos se perdem. Mesmo que a divisão final esteja correta, parece bagunçado. A solução não é discutir mais, é ter um registro compartilhado onde cada cobrança é registrada no dia.
Para evitar disputas, adotem alguns hábitos e repitam:
Antes de enviar, faça dois minutos de checagem rápida. A maioria das discussões não é sobre a regra em si, mas sobre um período de cobrança esquecido, um reembolso faltante ou totais que não batem com o que saiu do banco. Um divisor de aluguel só é justo quanto as entradas são confiáveis.
Passe por essa lista e corrija qualquer coisa fora do lugar:
Suponha que três colegas dividam um apartamento. O aluguel é dividido por tamanho do quarto, mas as utilidades são iguais. Um colega saiu no dia 18 e um novo entrou no dia 19. Se esquecerem as datas, podem cobrar do novo pela temporada inteira ou deixar um intervalo onde ninguém paga pelos dias 1 a 18. A correção é simples: prorratem o aluguel por dia para cada pessoa com base nas datas de mudança e então somem as utilidades com a regra acordada.
Faça uma checagem "isso parece real?": o total devido por todos deve igualar a soma do aluguel mais todas as contas menos quaisquer créditos. Se esse total de topo não bater, não envie.
Uma divisão só parece justa se for consistente ao longo do tempo. A maneira mais fácil de evitar reabrir as mesmas discussões é escrever as regras uma vez e usar o mesmo formato todo mês.
Primeiro, concordem onde vive a fonte da verdade. Pode ser uma planilha compartilhada, um documento de notas ou uma pasta simples. O que importa é que todos possam ver as regras atuais e o histórico mensal, para responder "o que fizemos mês passado?" em 10 segundos.
Use os mesmos campos todo mês para que os totais sejam comparáveis. Um modelo simples inclui mês e data de vencimento, aluguel base e como é dividido, utilidades (quem pagou, valor, data), itens pontuais (reparos, taxas, suprimentos) e os totais finais (cada pessoa deve ou é devida).
Adicione uma nota de recibo para cada cobrança. Mantenha objetivo e pesquisável, por exemplo: "Conta de eletricidade, 3 dez.–2 jan., paga por Sam, comprovante 1842." Quando alguém questionar depois, você pode verificar sem vasculhar mensagens antigas.
Se o grupo preferir um aplicativo em vez de planilha, desenhem as telas e entradas antes de construir. A maioria dos lugares precisa apenas de configuração (colegas, regra de divisão, valor do aluguel), entrada mensal (utilidades e cobranças pontuais), resultados (totais claros e quem deve quem) e histórico (meses anteriores e ajustes). Se quiserem criar algo personalizado, Koder.ai é uma plataforma baseada em chat que pode gerar um app web ou móvel simples a partir da sua descrição e deixar você iterar conforme a configuração de colegas muda.
Comece com uma regra escrita que todos concordem antes de ver os números. O padrão mais simples é dividir igualmente tudo, mas se os quartos forem claramente diferentes, ajuste o aluguel por quarto e mantenha as utilidades divididas igualmente para que a lógica seja fácil de entender.
Registre o valor do aluguel do mês, quem morou lá e em quais datas, o valor e o período de cada conta e quem a pagou. Com isso você calcula a parte de cada pessoa, subtrai o que já pagaram e mostra claramente quem deve ou é devido.
Escolha um corte mensal e mantenha-o, por exemplo: “todas as contas pagas entre o dia 1 e o último dia do mês contam para esse mês”. Se uma conta cobre um período (por exemplo, 10 de dez.–10 de jan.), registre o período nas notas para que ninguém seja surpreendido pela diferença de datas.
Use uma prorrata simples por dias para o aluguel com base nos dias ocupados naquele mês. Decidam previamente se contam dia de entrada e saída e apliquem a mesma regra sempre, para manter consistência.
Dividam as utilidades igualmente por padrão, a menos que consigam medir o uso de forma aceitável por todos. Se não há uma medição clara, estimativas costumam aumentar conflitos em vez de resolver.
Tratem os suprimentos compartilhados como uma categoria separada e registrem no dia da compra quem pagou e o que foi. Se não quiserem cobranças o tempo todo, acordem um valor mensal pequeno por pessoa e ajustem a diferença no mês seguinte.
Anotem imediatamente com data, valor, qual foi o problema e quem aprovou. Depois decidam se será dividido igualmente, atribuído ao responsável ou tratado conforme a regra já existente da casa.
Registem depósitos pelo quem pagou, não apenas por quem mora lá agora. O padrão simples é que reembolsos retornem nas mesmas proporções que o pagamento original, a menos que todos concordem em creditar contra o último mês.
Definam uma data de acerto e mostrem o resultado líquido para cada pessoa: parte total menos pagamentos feitos = quanto cada um deve ou é devido. Isso evita pagamentos duplos e mantém a conversa focada nos números finais.
Crie um cronograma repetível, por exemplo: as contas fecham em um dia fixo, os totais são enviados no dia seguinte e o pagamento vence dois dias depois. Consistência reduz lembretes embaraçosos e torna normal pagar no prazo porque todos sabem quando os números vão chegar.