Crie um app de notas de alergia para restaurantes para guardar informações de clientes, sinalizar pedidos repetidos e ajudar a equipe a servir refeições mais seguras com fluxos simples.
O risco de alergia costuma aparecer em visitas repetidas, não na primeira vez. Na primeira vez, a pessoa geralmente explica tudo com cuidado e a equipe fica mais atenta. Na terceira ou décima visita, todo mundo relaxa, o pedido soa familiar e o perigo real é assumir que os detalhes de antes ainda valem.
Quando as notas de alergia ficam na memória de alguém, elas viajam com a pessoa, não com a equipe. Se aquele garçom está de folga hoje, se o recepcionista é novo ou se a cozinha está atolada, a nota desaparece. Pior ainda, pode voltar errada. “Acho que ela não pode comer nozes” vira “sem amendoins” e um prato com amêndoas passa despercebido.
Um app de notas de alergia transforma detalhes frágeis e falados em um registro compartilhado e consistente. Isso importa porque segurança não é só saber que um cliente tem uma restrição. É saber exatamente qual é, quão séria é e o que já funcionou para aquela pessoa antes.
Alguns termos se confundem o tempo todo:
O que você quer é um sistema simples que toda a equipe siga: notas de cliente fáceis de encontrar durante o pedido, difíceis de perder na cozinha e simples de atualizar quando um cliente diz “Na verdade, piorou” ou “Posso ter laticínios de novo.”
Notas de alergia só são úteis se a pessoa certa as vir no exato momento em que precisa. Isso é menos sobre armazenar informação e mais sobre colocar um aviso claro na frente de quem toma decisões.
A linha de frente geralmente encontra o risco primeiro. Recepcionistas, garçons e caixas precisam de uma forma rápida de identificar uma nota de alergia antes de confirmar o pedido. Eles também precisam de uma redação que possam repetir: qual é a alergia, quão séria é e o que evitar. Isso importa mais em períodos de pico, quando uma nota verbal é fácil de não ser ouvida.
A cozinha precisa das mesmas informações, mas em um momento diferente. O melhor momento é quando a comanda é criada e de novo quando o prato está sendo preparado. Uma bandeira visível e consistente ajuda, assim como uma nota curta que diga a ação a tomar, como trocar luvas, usar uma frigideira limpa ou evitar um molho específico.
Os gerentes usam as notas para manter tudo consistente entre turnos. Eles definem o padrão de como as notas são escritas, quem pode editá-las e como treinar novos funcionários para checá-las sempre. Quando há troca de equipe, as notas viram a memória do restaurante.
Os clientes ganham de forma discreta: sentem-se mais seguros sem ter que repetir o mesmo discurso a cada visita. Um habitual pode pedir retirada semanalmente. Na primeira vez, menciona alergia a amendoim. Semanas depois, um garçom novo atende, vê o alerta, confirma e a cozinha evita contato cruzado sem muita conversa.
As notas importam mais quando as coisas são rápidas ou incomuns: pedidos pela primeira vez com detalhes incertos, pedidos repetidos feitos rápido (especialmente por telefone ou retirada), trocas de turno, mudanças no cardápio ou promoções, e itens compartilhados onde erros acontecem fácil.
Um bom perfil de alergia é curto, específico e confiável durante a correria. Se virar uma longa história, a equipe para de ler. Se for vago demais, não evita erros.
Comece com um conjunto mínimo que permita a qualquer pessoa confirmar a pessoa certa e agir:
Uma vez que isso funcione, acrescente apenas o que reduz perguntas em pedidos repetidos. Muitos restaurantes guardam alguns itens conhecidos como seguros que o cliente costuma pedir, além de preferências de substituição como "usar leite de aveia" ou "sem gergelim, trocar por girassol." Mantenha essas como preferências, não garantias, pois receitas e fornecedores mudam.
Também ajuda separar notas ao nível do cliente das notas ao nível do pedido. Notas de cliente são regras sempre verdadeiras ("alergia a frutos do mar"). Notas de pedido capturam detalhes pontuais ("hoje: sem alho" ou "bolo de aniversário, confirmar sem laticínios"). Ambos importam: o perfil evita erros repetidos e a nota do pedido pega o que mudou desde a última visita.
Escreva notas que possam ser escaneadas em dois segundos. Use palavras simples, não abreviações que só uma pessoa entende. Bom: "Alergia ao leite (urticária). Evitar manteiga, queijo, soro de leite." Arriscado: "Problema com laticínios."
Notas de alergia são informação de saúde pessoal. Se os clientes não confiam em como você lida com isso, eles ou não vão compartilhar ou vão ser vagos, o que deixa sua equipe menos segura.
Torne o consentimento um passo simples e opcional no cadastro, na finalização online ou na primeira vez que um funcionário cria o perfil. Use uma frase que responda o que você armazena, por que e quem pode ver. Por exemplo: "Podemos salvar suas notas de alergia para tornar pedidos futuros mais seguros. Você pode pedir para atualizar ou excluir a qualquer momento."
Evite formulários com tom médico ou longos termos no balcão. Se alguém está com pressa, deixe pular o salvamento e ainda assim adicione uma nota única para aquele pedido.
Um app de notas de alergia funciona melhor quando guarda apenas o que sua equipe realmente vai usar.
No mínimo, registre o(s) alérgeno(s) e a severidade conforme descrito pelo cliente (por exemplo, "amendoim - reação aérea"), o que "seguro" significa para ele (evitar contato cruzado, fritadeira separada, talheres não compartilhados), e a data de inclusão ou última confirmação. Opcionalmente inclua um contato preferido para dúvidas e a fonte (cliente, responsável, cuidador).
Limite quem pode editar notas permanentes. A maioria deve poder ver, mas só gerentes (ou líderes treinados) devem alterar detalhes de alergia. Se edições forem permitidas, mantenha um histórico simples (mudou de X para Y em data) para que nada seja sobrescrito sem deixar rastro.
Por fim, crie um hábito básico de retenção. Revise perfis de alergia periodicamente (por exemplo, a cada 6–12 meses) e remova notas desatualizadas, não confirmadas ou ligadas a perfis inativos. Um rápido questionamento “continua correto?” em pedidos repetidos gera confiança e mantém o registro verdadeiro.
Um bom fluxo de trabalho de alergia é chato do melhor jeito: deve funcionar igual se o pedido for por telefone, no balcão ou online. Capture a informação uma vez e torne difícil perdê-la em pedidos repetidos.
Comece com um lugar único para guardá-la: o perfil do cliente. Quando alguém mencionar uma alergia, a equipe adiciona ali na hora, não “depois, quando estiver mais tranquilo.” Mantenha a tela de entrada curta o bastante para completar em menos de 20 segundos.
Um fluxo que a maioria das equipes consegue seguir:
O roteiro de confirmação evita momentos de “acho que você disse…”. Mantenha-o consistente:
Lidar com mudanças é onde muitos sistemas falham. Coloque “última atualização em” diretamente na nota e torne as edições rápidas. Exemplo: Maria pede toda semana e antes dizia “sem laticínios”. Hoje ela diz que passou a ser alergia verdadeira ao leite. O funcionário atualiza o perfil, o alerta aparece na busca e o novo aviso surge na comanda para que a cozinha não confie na memória.
Comece identificando claramente onde os pedidos entram hoje no seu negócio. Isso determina como você vincula um pedido à pessoa certa: chamadas, clientes presenciais, seu site, marketplaces de entrega e pedidos na mesa. Anote qual identificador você realmente tem em cada lugar (número de telefone, ID de fidelidade, e-mail, número da mesa ou nome do recibo). Se não conseguir identificar um cliente repetido de forma confiável, notas de alergia não aparecerão quando forem necessárias.
Em seguida, decida quais telas devem existir para que a equipe aja em segundos. A maioria precisa de três:
Um caminho prático de configuração:
Antes da implementação, teste com cenários reais, não perfeitos. Tente um cliente repetido que muda a alergia, um número de telefone familiar com dois perfis diferentes e um pedido feito por um amigo que vai buscar a comida.
Lance com um treinamento curto focado em hábitos, não em funcionalidades: quando checar o perfil, como adicionar uma nota e o que fazer quando o cliente não tem certeza. Na primeira semana, designe um líder de turno para coletar problemas diariamente e ajuste campos e avisos para combinar com a forma real de trabalho da equipe.
Um app de notas de alergia ajuda só se o aviso aparecer no exato momento em que alguém está prestes a confirmar um pedido. A interface deve tornar a informação fácil de notar em segundos, mesmo em um turno cheio, sem transformar todas as telas em um mural de alertas.
Use etiquetas claras e padronizadas para riscos comuns (por exemplo: amendoim, frutos do mar, glúten, gergelim) e mantenha a consistência. Etiquetas escaneiam rápido. Ao lado delas, permita uma nota curta em texto livre com os detalhes que a equipe precisa, como “não pode ter fritadeira compartilhada” ou “confirmar ingredientes sempre”.
Coloque o aviso no mesmo lugar toda vez e mostre-o antes de enviar o pedido para a cozinha. Um badge enterrado no perfil é fácil de perder. Um pop-up em tela cheia a cada toque também dá problema. Um bom meio-termo é um banner claro na tela de pedido mais um resumo curto no fechamento.
Considere uma checkbox “Confirmado” (ou confirmação em um toque) para quem está registrando o pedido. Isso cria uma pausa para ler a nota e deixa claro quem a viu. Se a nota mudar, zere a confirmação para que não seja reaproveitada sem checar.
Erros costumam acontecer antes de alguém ver o aviso: o “Chris” errado é selecionado. Dê suporte a pesquisa rápida por telefone, trate variações de escrita e apelidos, e mostre critérios de desempate simples quando duas correspondências forem parecidas (data do último pedido, itens habituais ou um selo “perfil com alergia”).
Famílias e grupos precisam de tratamento especial. Permita que uma conta contenha várias pessoas (por exemplo, “Sam (nozes)” e “Mia (laticínios)”) para que a equipe anexe o perfil de alergia certo à refeição correta.
Se quiser um checklist rápido, mantenha-o curto: etiquetas claras de alérgenos mais uma nota breve, um banner na tela do pedido e no fechamento, busca rápida por telefone e suporte a múltiplas pessoas na mesma conta.
A maior parte dos incidentes com alergia começa com erros pequenos e evitáveis. O app só ajuda se as notas forem claras, atuais e visíveis no momento certo.
Um problema comum é misturar preferências com alergias verdadeiras. “Sem cebola” pode ser uma escolha de gosto, enquanto alergia a allium é questão de segurança. Se ambos ficarem com o mesmo rótulo, a equipe acostuma-se a ignorar avisos. Mantenha alergias e intolerâncias separadas de preferências e torne os itens de segurança visualmente mais destacados.
Outro risco é deixar atualizações nas mãos de uma pessoa de confiança. Quando ela falta, as notas perdem validade, novos detalhes ficam na memória de alguém e o próximo pedido vira um palpite. Crie o hábito de qualquer funcionário poder registrar nova informação, com uma etapa simples de revisão para mudanças permanentes.
O timing importa tanto quanto a precisão. Se o alerta só aparece depois que a comanda é enviada para a cozinha, já perdeu-se tempo e confiança. Avisos devem aparecer durante a entrada do pedido e novamente no momento final de envio.
A redação também causa confusão. “Sem nozes” pode significar amendoins, castanhas, óleos de nozes ou “eu não gosto de nozes”. Escreva qual ingrediente causa reação e qual é a gravidade.
Erros a observar:
Exemplo: Um habitual pede a mesma salada toda semana. Mês passado disse “sem nozes”. Esta semana diz que é alergia a avelã com inchaço no passado. Se a nota for vaga ou substituída sem histórico, a equipe pode tratar como preferência e ignorar óleo de nozes no molho.
Antes de usar um app de notas de alergia em um turno cheio, teste como faria com um alarme de incêndio: rápido, sob pressão e com pessoas reais.
Escolha um período (almoço ou jantar) e rode um pequeno ensaio com alguns funcionários. Use clientes falsos e depois, se possível, um cliente regular que concorde em ajudar.
Foque em cinco checagens:
Depois do exercício, pergunte: “O que atrapalhou?” e “O que você poderia perder na correria?” e ajuste layout, redação e passos.
Um exemplo prático: se a nota diz “nozes”, a equipe pode não saber se inclui coco, gergelim ou traços. Reescreva em termos claros como “apenas amendoim” ou “todas as castanhas” e acrescente uma instrução curta como “trocar luvas, limpar estação”.
Uma cliente habitual, Maya, liga numa sexta à noite e diz: “Mesmo pedido da última vez: pad thai de frango, sem amendoim.” A recepção reconhece o telefone e abre o perfil dela. Já existe uma nota: “Alergia a amendoim (severa). Usa epinefrina. Evitar óleo de amendoim.”
Antes de fazer o pedido, Maya acrescenta: “Também descobri que reajo a camarão agora. Mesmo pequenas quantidades.” A recepção repete para confirmar: “Sem amendoim e sem camarão, incluindo pasta de camarão e fritadeira compartilhada. Está certo?” Maya confirma.
A recepção adiciona o novo detalhe imediatamente e o sistema mostra um alerta claro na comanda. É difícil de perder: o aviso aparece no topo, com os ingredientes exatos a evitar e uma nota curta para a equipe como “confirmar base do molho”.
A cozinha identifica um problema. O molho do pad thai costuma levar pasta de camarão. O cozinheiro sinaliza e o expedidor pede à recepção para confirmar opções com Maya. Ela escolhe um molho sem camarão e pede mais limão.
Para manter o registro fiel, a equipe documenta o que foi feito, não só o pedido: substituição aprovada (molho sem camarão, sem pasta de camarão), medidas contra contato cruzado (wok limpo, utensílios novos) e uma preferência (mais limão).
Da próxima vez que Maya ligar, a equipe não dependerá da memória. O perfil contém a alergia atualizada e a última substituição bem-sucedida, então pedidos repetidos ficam mais rápidos e seguros.
Comece pequeno. Escolha uma unidade, uma equipe de turno e um momento claro para checar a nota (por exemplo, no momento do pedido, não depois da impressão da comanda). Um piloto simples deixa óbvio o que falta antes de pedir que todos mudem hábitos.
A escolha certa depende de onde vêm os pedidos e do que seu PDV consegue suportar. Se a maioria dos pedidos é presencial e por telefone, uma ferramenta leve que a equipe abra de fato pode bastar. Se há muitos pedidos por entrega e online, você precisa de um plano para que as notas acompanhem o cliente por esses canais, não só dentro de um tablet.
Pergunte algumas coisas práticas: a equipe vê a nota sem sair da tela de pedido? É possível identificar clientes repetidos (telefone, nome, ID de fidelidade)? Quem pode editar notas e quem só pode ver? Qual é o plano B se o sistema cair?
Se opções prontas não se encaixarem no seu fluxo, construir uma ferramenta interna pequena pode ser o próximo passo. Plataformas como Koder.ai são pensadas para acelerar a criação de web, backend e apps móveis por interfaces conversacionais, o que pode facilitar prototipar um fluxo focado de pedidos repetidos seguros sem arrastar o projeto.
Mantenha a primeira versão enxuta: uma caixa de busca, um banner de alergia óbvio, um passo de confirmação e um aviso claro na comanda da cozinha. Simples e usado toda vez vence complicado e ignorado.
Comece pelos caminhos de maior risco em pedidos repetidos: chamadas por telefone, retirada no balcão e clientes que pedem sempre os mesmos itens. Faça com que o banner de alergia apareça durante a entrada do pedido e novamente na comanda da cozinha para que a nota não passe despercebida no momento da decisão.
Registre o alérgeno exato, a severidade como descrita pelo cliente e qualquer regra obrigatória de manuseio, como evitar contato cruzado ou fritadeira compartilhada. Adicione uma data de “última confirmação” para que a equipe saiba se precisa revalidar os dados em vez de chutar.
Trate alergia como um aviso de segurança, intolerância como sensibilidade com limites claros e preferência como escolha de serviço. Separar essas categorias evita que a equipe comece a ignorar avisos por terem sido treinados com muitas notas que não representam risco.
Mostre o aviso onde o pedido é feito, não enterrado num perfil que ninguém abre. Um banner consistente mais um reconhecimento obrigatório no checkout cria uma pausa curta para ler e repetir a nota antes de a comanda ir para a cozinha.
Use um identificador primário por canal, geralmente telefone para chamadas e e-mail para pedidos online, e facilite a confirmação de que o cliente selecionado é o correto. Se dois perfis forem parecidos, mostre um critério rápido de desempate como data do último pedido ou um selo “alergia no arquivo” antes de prosseguir.
Permita múltiplas pessoas sob uma conta (por exemplo, “Sam (nozes)” e “Mia (laticínios)”) e anexe o perfil de alergia à refeição específica, não apenas ao pedido geral. Se o mesmo telefone for compartilhado, peça ao operador para escolher “Sam (nozes)” vs “Mia (laticínios)” toda vez.
Peça consentimento com uma frase clara e mantenha os dados salvos ao mínimo: o que evitar, quão sério é e como lidar com a situação. Permita que o cliente atualize ou exclua a informação a pedido e evite coletar detalhes médicos extras que sua equipe não vá usar.
Por padrão, dê acesso de visualização à maior parte da equipe e restrinja a edição de detalhes permanentes de alergia a gerentes ou líderes treinados. Se qualquer pessoa puder registrar nova informação, envie-a como uma atualização “precisa revisão” para que a equipe não sobrescreva detalhes críticos sem confirmação.
Dê à equipe um roteiro simples que use toda vez: pergunte, repita o que está no arquivo e confirme severidade e necessidades de manuseio. A consistência importa mais que o comprimento, especialmente em turnos ocupados quando as pessoas dependem de hábito.
Prefira comprar ou usar o que seu POS já oferece se isso mostrar alertas de forma confiável durante a entrada do pedido e nas comandas da cozinha. Se seu fluxo de trabalho for incomum ou precisar de controle maior, uma ferramenta interna pequena pode funcionar bem; plataformas como Koder.ai facilitam prototipar rapidamente, contanto que a primeira versão seja simples e focada.