Guia prático para usar um app de ficha de preferências de corte: salve fotos, números dos pentes e notas para que qualquer barbeiro reproduza o último corte do cliente.

Um cliente recorrente espera o mesmo corte que gostou da última vez. Mas a memória é falha, e “igual ao de sempre” pode significar coisas diferentes dependendo de quem ouve. Detalhes pequenos como altura do fade, formato do contorno da nuca ou quão suave foi o blend geralmente ficam na cabeça de um barbeiro, não em um lugar que toda a loja possa consultar.
Fica pior nas horas de pico. Quando a sala de espera está cheia, é fácil encurtar a consulta ou pular a pergunta que importa: o que eles gostaram (ou odiaram) no último corte? Mesmo que você se lembre, pode não haver tempo para explicar cada detalhe a um colega que está entrando para ajudar.
Mudanças na equipe também quebram a consistência. Alguém falta, chega um novo barbeiro, ou o cliente agenda com quem estiver disponível. Sem notas compartilhadas, o próximo barbeiro fica chutando a partir de um olhar rápido e uma descrição curta. Um “número 2 nas laterais” pode ignorar que era 2 com a alavanca fechada, e não aberta, ou que o fade começou mais baixo.
O custo aparece rápido: refazer no final do corte (ou no dia seguinte), descontos ou retoques grátis, gorjetas menores porque o cliente se sente não ouvido, e eventualmente perda de confiança.
Um app de ficha de preferências de corte tem um objetivo simples: cortes repetíveis. Quando o cliente volta, qualquer barbeiro pode igualar o resultado anterior usando os mesmos números de pentes, notas curtas e fotos de referência.
Uma ficha de preferências de corte é um registro simples de como um cliente específico gosta de cortar o cabelo, escrito de forma que qualquer barbeiro da loja possa seguir. Ela captura o que aconteceu da última vez para que a próxima visita comece com algo real em vez de suposições.
Uma ficha útil normalmente inclui:
O que não é: não é um sistema completo de agendamento. Ferramentas de agendamento cuidam de compromissos, lembretes, pagamentos e calendários. Fichas de preferência tratam do resultado, não da agenda.
Também não lê mentes. Clientes mudam de ideia, trazem fotos de inspiração novas, ou aparecem depois de uma tentativa de corte em casa. A ficha ajuda a igualar o último corte quando dizem “igual ao de sempre”, e dá um ponto de partida sólido quando dizem “quase igual, só mais curto nas laterais”.
Usada corretamente, faz da consistência algo normal, mesmo quando quem senta na cadeira é outro barbeiro naquele dia.
Uma boa ficha é curta, clara e reprodutível. O objetivo é simples: qualquer barbeiro deve conseguir recriar o último corte sem adivinhar.
Comece com fotos, porque elas capturam o que as palavras perdem. Tire-as logo após o corte, no mesmo lugar e iluminação quando possível. Salve alguns ângulos que mostrem a forma e o blend: frente, ambos os lados e costas. Se a coroa ou um remoinho for problemático, adicione uma foto de cima.
Depois anote os números e o “como”. Só os números dos pentes não bastam, então registre onde começam, onde param e como o blend foi feito.
Mantenha as notas em uma linha cada e foque em instruções:
Um exemplo concreto:
“0.5 a 2 mid fade, manter volume na região parietal, topo com tesoura 2,5 polegadas, franja para frente, barba #3 com linha de bochecha suave, remoinho no lado direito da coroa deixar um pouco mais longo.”
Uma ficha só funciona se não atrasar a cadeira. O objetivo: abrir o cliente, confirmar o último corte em cerca de 10 segundos, e depois adicionar uma atualização rápida antes que ele saia.
Defina permissões que façam sentido para a loja. Muitas equipes funcionam bem com “todos podem ver, só barbeiros podem editar”. Se você tem um recepcionista, ele pode criar perfis novos e anexar a primeira foto, enquanto os detalhes do corte ficam editáveis somente pela pessoa que fez o corte.
Um fluxo simples que segue como os barbeiros já trabalham:
Para manter as atualizações rápidas, limite a ficha a poucos campos obrigatórios e deixe o resto opcional. Se uma atualização leva mais de 20 segundos, a solução geralmente são templates melhores (fades preset, opções de contorno), não mais digitação.
Uma ficha só funciona se os clientes se sentirem seguros em usá-la. O básico é simples e leva segundos.
Comece com consentimento claro. Peça antes de tirar fotos e explique por que, em palavras simples: “Posso tirar duas fotos rápidas para sua ficha de cliente para que qualquer barbeiro aqui consiga repetir esse corte na próxima vez?” Se disserem não, salve as notas e pule as fotos. Para menores, peça a autorização dos pais ou responsável.
Mantenha a ficha focada no corte, não na pessoa. Evite armazenar o que não precisa, como aniversários, endereços, dados de saúde ou perfis de redes sociais. Um primeiro nome e um telefone (ou o que você já usa para agendamento) normalmente é suficiente.
Fotos podem capturar informações privadas por acidente. Fotografe com fundo neutro quando possível. Cuidado com papéis, telas, crachás, outros clientes ou uniformes com nomes de empresas.
Defina uma regra de retenção para não guardar dados para sempre. Uma abordagem simples: mantenha só o que ajuda no corte, e delete fichas de clientes que não visitaram em um período definido (por exemplo, 12 a 24 meses), a menos que peçam para manter.
O acesso importa tanto quanto o armazenamento:
Se você está construindo seu próprio sistema, incorpore essas regras no fluxo: um toggle de consentimento, um botão “deletar cliente” e papéis simples como barbeiro vs gerente.
O padrão tem que ser simples o bastante para que todo mundo siga, mesmo no sábado.
Passo 1: Crie o perfil do cliente. Adicione nome e telefone, mais algumas tags opcionais que ajudem depois (por exemplo: “skin fade”, “barba”, “corte com tesoura”, “couro cabeludo sensível”). Mantenha poucas tags para que a equipe realmente as use.
Passo 2: Tire as mesmas fotos toda vez. Logo após o corte, faça as fotos de referência em iluminação consistente: frente, um lado e costas. Peça para o cliente olhar para frente e depois virar. Se ele sempre penteia de um jeito, capture esse estilo.
Passo 3: Registre os números e os poucos detalhes que importam. Anote os números dos pentes e escolhas chave enquanto estão frescos: altura do taper, abordagem do blend, formato do contorno e como o topo se conecta.
Passo 4: Confirme em 10 segundos. Repita os essenciais para o cliente: “0.5 closed até 2, low taper, contorno quadrado, 1 polegada no topo, textura.” Corrija qualquer coisa que ele apontar.
Passo 5: Use na próxima visita e atualize. Abra a ficha assim que o cliente sentar, mostre as fotos, pergunte uma coisa (“Igual ao último ou alguma mudança?”) e registre as alterações logo após o corte.
Fichas ganham ou perdem pela velocidade. Se demorar mais de alguns segundos, não vai acontecer em dia de movimento.
Para fotos, consistência vence qualidade. Use o mesmo lugar quando puder: iluminação parecida, fundo simples e o cliente na mesma altura. Evite luz forte de cima que apague as linhas do blend, e não fotografe no espelho (isso inverte a visão e dificulta comparações).
Mantenha os mesmos ângulos: frente, esquerda, direita e costas. Adicione uma foto de cima só quando ajudar (pontos de remoinho, coroa, afinamento).
Notas devem parecer um rótulo, não um conto. Mire em números, formas e um ou dois itens “evitar”. Exemplos:
Se estiver com pouco tempo, um conjunto de fotos mais três tags rápidas geralmente é suficiente para repetir o corte com confiança.
O teste real é simples: alguém que nunca cortou esse cliente consegue igualar o último resultado sem adivinhação?
Torne o topo da ficha impossível de ignorar com um “resumo do último corte”. Coloque o básico primeiro para que seja lido em cinco segundos enquanto o cliente se acomoda: forma geral, números dos pentes e uma ou duas notas chave (como “manter mais cheio na têmpora direita” ou “deixar peso na coroa”).
Mantenha a consulta leve. Uma boa tela de consulta responde o que ficou igual, o que mudou e o que o cliente quer hoje.
Um fluxo prático:
Se tiver múltiplas unidades, a ficha precisa acompanhar o cliente, não o barbeiro. Um registro compartilhado pela loja importa mais do que um histórico longo.
Planeje para falhas de Wi‑Fi também. Tenha uma visão “último corte” que carregue rápido, assim mesmo que o histórico completo não abra, o barbeiro ainda vê o resumo, números dos pentes e as fotos mais recentes.
Fichas falham quando aumentam o trabalho mas não reduzem a adivinhação.
A maior armadilha é salvar tudo. Se a ficha virar parágrafos, a linha importante fica enterrada. Mantenha enxuto: o que importa para repetir o corte.
Notas vagas são outro fim de jogo. “Mais curto nas laterais” e “tira um pouco” significam coisas diferentes para cada barbeiro. Uma ficha ajuda só quando captura números e alvos claros, como tamanho do pente, tipo de taper e onde o blend começa.
Fotos também podem enganar. Ângulos errados, iluminação forte ou fotos antes do acabamento podem fazer um corte parecer desigual ou mais longo do que realmente estava.
Por fim, fichas ficam desatualizadas rápido. Se o cliente mudou o formato da barba ou pediu um fade mais baixo na última vez, mas a ficha nunca foi atualizada, o próximo barbeiro copia uma ideia antiga.
Se você não consegue preencher ou atualizar a ficha em menos de 30 segundos, simplifique o template.
Uma boa ficha economiza tempo enquanto o cliente está na cadeira. Se precisa rolar muito, ou as notas são vagas, ela será ignorada.
Use este check pós‑visita:
Mantenha a linha de “não fazer” calma e específica. “Não quadrar os cantos na têmpora” ajuda. “Não estragar” não ajuda.
Marcus entra num sábado. Ele é cliente habitual, mas o barbeiro de sempre não veio. Ele diz “igual ao último” e senta. O barbeiro novo puxa a ficha do Marcus e vê três coisas que eliminam a adivinhação: fotos do último corte, números dos pentes e algumas notas curtas.
As fotos mostram um low taper que fica atrás da orelha, um contorno natural e o topo mais longo penteado para frente. As notas confirmam: “Laterais: #1.5 aberto até #2, low taper. Topo: tesoura, manter peso na frente. Barba: #2, linha de bochecha suave.” Antes de ligar a máquina, o barbeiro faz uma confirmação rápida usando a ficha.
Um roteiro de consulta de 30 segundos:
Depois do corte, o barbeiro atualiza a ficha para a próxima vez. Se Marcus quis um taper um pouco mais alto ou a nuca mais rente, essa mudança vai escrita em uma linha e as fotos mais recentes são salvas.
Se quer consistência para clientes recorrentes, tem dois caminhos: escolher um app de ficha pronto ou construir um simples que siga como sua barbearia realmente trabalha. A escolha certa depende de quão específico é seu fluxo e quanto tempo você tem para configurar.
Ferramentas prontas são geralmente a melhor opção se quiser começar esta semana e não precisa de campos personalizados. Um app custom vale a pena se sua equipe tem uma forma específica de anotar fades, trabalho de barba ou instruções de produto, ou se quer que a ficha fale a linguagem da sua loja.
Antes de escolher, escreva as telas mínimas que precisa:
Comece pequeno para que pegue. Teste uma loja, um dispositivo e um processo por duas semanas. Exemplo: a recepção puxa a ficha, o barbeiro adiciona um conjunto de fotos e três notas curtas.
Se decidir construir, Koder.ai (koder.ai) é uma plataforma de vibe‑coding por chat que pode ajudar a criar um app web ou móvel simples, implantar e hospedar quando estiver pronto. Ela também suporta domínios personalizados, snapshots e rollback, e exportação do código-fonte se depois quiser que um desenvolvedor assuma.
Escolha uma data de início, designe uma pessoa responsável pelo processo e acompanhe uma métrica que importe, como com que frequência você repetiu o último corte sem precisar de uma segunda rodada de perguntas.
Um cliente recorrente costuma dizer “igual da última vez”, mas os detalhes que fizeram o corte funcionar geralmente não estão anotados. Pequenas diferenças como altura do fade, posição da alavanca, formato da linha da nuca e como o topo se conecta podem alterar o resultado, especialmente quando outro barbeiro assume ou a barbearia está cheia.
Uma ficha de preferências é um registro compartilhado do último corte de um cliente que qualquer barbeiro pode seguir. Normalmente inclui algumas fotos de referência, os números e ajustes principais dos pentes e notas curtas sobre o acabamento e as preferências do cliente.
Salve o mínimo que elimina adivinhação: fotos recentes tiradas após o corte, os números dos pentes para laterais e nuca, observações sobre alavanca aberta/fechada, e uma ou duas linhas sobre altura do fade, formato do contorno e como o topo foi deixado. Inclua detalhes da barba só se você mexeu nela.
Trate como uma checagem de 10 segundos: puxe o resumo do último corte antes de o cliente sentar, mostre a foto e pergunte se ele quer igual ou com alguma mudança. Depois do corte, atualize apenas o que mudou enquanto está fresco na memória, assim você evita relatórios longos.
Peça de forma clara e breve antes de tirar fotos, explicando que é só para combinar o corte na próxima vez. Se o cliente disser não, mantenha só as notas textuais e siga em frente; a ficha ainda ajuda mesmo sem fotos. Para menores, peça autorização dos pais ou responsáveis.
Use o mesmo lugar e iluminação quando possível e fotografe ângulos simples que mostrem forma e blend. Fotos tiradas antes do acabamento, sob glare forte ou num espelho costumam enganar e levar o próximo barbeiro a copiar algo errado.
Uma boa nota é como um rótulo de instrução, não uma história. Foque em números e alvos claros, por exemplo onde o fade começa, o que deixar com peso e o que o cliente não gosta, para que outro barbeiro possa agir imediatamente.
Coloque um “resumo do último corte” no topo para ser lido enquanto o cliente se ajeita. O novo barbeiro só precisa confirmar o resumo com as fotos e fazer uma pergunta sobre mudanças, em vez de recomeçar a consulta do zero.
Mantenha o acesso só para a equipe, use logins individuais se possível e evite armazenar dados pessoais que não são necessários para o corte. Defina uma rotina simples de exclusão para clientes inativos e facilite remover a ficha se alguém pedir.
Comprar uma solução pronta geralmente é melhor se quiser começar rápido com campos padrão; construir vale a pena se precisar de templates que falem a linguagem da sua barbearia. Se decidir construir, mantenha a primeira versão pequena e rápida; ferramentas como Koder.ai (koder.ai) podem ajudar a criar e implantar um app simples a partir de um fluxo de conversa.